Sunday, June 25, 2006

porque tanto plastico e cimento
porque tanto vento
tanto tempo
porque falha o filme e foge a cor
porque roe o aço e incendeia
tanta fraqueza
tanta vergonha
tantos quantos filhos mortos
e eu venho de lá do ceu remendado
do corpo tombado
navegando um lago de sangue
meus olhos continuam abertos
meu peito não bate
minha fome não arde
minha lagrima é covarde
falam comigo
me dão argumentos
colocam facas nas minhas mãos
pra que eu mesmo admita
e lhes faça justiça
matando minhas duvidas
com mil punhaladas febris.